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30 de setembro de 2010

Dia Litúrgico – 30/09/10

BBLIA_~1

Leitura: Jó 19,21-27

Salmo: 26(27)

Evengelho: Lc 10,1-2

Cor: Branca

Dia de São Jerônimo

3 de agosto de 2010

Filho meu, que estás na terra!

jesus

Filho meu, que estás na terra,

Preocupado, solitário e tentado,

Conheço bem o teu nome,

E o pronuncio, santificando-o,

Porque te amo.

Tu nunca estás sozinho,

Pois habito em ti

E juntos vamos expandir o Reino da vida

Que te dei como herança.

Gosto que faças a minha vontade,

Pois só quero a tua felicidade

E a minha glória é o ser humano vivo!

Podes contar sempre comigo

E terás o pão de cada dia, não te preocupes.

Só te peço que saibas reparti-lo

Com teus irmãos.

Fica sabendo que te perdôo todos os pecados

Mesmo antes de os teres cometido

Mas te peço que também perdoes

Aqueles que te ofendem.

E para nunca sucumbires à tentação,

Agarra, com toda tua força,

A minha mão

E te livrarei de todo o mal,

Meu pobre e querido filho!

(Charles Pèguy, fiósofo francês)

Proposta de reunião – 01- Grupo de Jovens

Horários:

Acolhimento – 10 mim

Oração Inicial, Evangelho e Reflexão – 40 mim

Desenvolvimento – 30 mim

Avisos e Oração Final. – 20 mim

Acolhimento:

· Boas – vindas

· Canto: Já chegou.

Oração Inicial:

· Saudação a Santíssima Trindade

· Canto ao Espírito Santo: “Vem Espírito Santo”

· Leitura do Evangelho: Lucas 12,32-48

· Reflexão Individual

· Reflexão em grupo

Desenvolvimento:

Dinâmica do coração

· Objetivo: Conhecer o outro e dar-se a conhecer, abrindo espaço para que cada um se apresente; buscando, com essa apresentação, maior intimidade entre os elementos do grupo; partilhando sentimentos, ideais, realizações, desejos e frustrações.

· Material: Folhas de papel oficio para todos os participantes.

· Desenvolvimento: Entrega-se uma folha de papel a cada participante, que deverá desenhar um coração grande e escrever seu nome fora do coração. O coração deverá ser dividido em quatro partes.
Na primeira parte do coração, fazer um símbolo que relate um fato importante realizado por sua família (o maior acontecimento). Na segunda parte, desenhar sua maior realização pessoal. Na terceira parte, escrever a coisa mais importante que você pretende realizar nos próximos dois anos. Na quarta parte do coração, escrever, enfim, a maior decepção de sua vida. Todos os participantes deverão pôr sua folha com o trabalho realizado no centro do círculo, compartilhando os resultados. Caso sintam necessidade, poderão comentar ou perguntar algo a respeito das respostas de seus colegas. A pessoa abordada terá liberdade para responder ou não à questão levantada. Compartilhar sentimentos e descobertas com o grupo.

Avisos:

· Na próxima reunião, todos deverão trazer um terço.

· Outros avisos

Oração Final:

· Distribuir a oração “Filho Meu, que estás na terra” e dar um tempo para que seja lida e refletida individualmente por cada componente, que deverá fazer a sua oração (preces, pedido, agradecimento) para ser feita com todos no fim do encontro.

· Ouvir as orações e no fim de cada uma delas o grupo deverá responder: “Onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração”.

· Rezar juntos a oração distribuída.

· Oração do Pai Nosso e saudação a Santíssima Trindade.

Aprofundamento do Evangelho:

“Onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração”

          Este trecho do capítulo doze retoma em grande parte tema do domingo anterior - a questão do relacionamento do cristão e da comunidade com os bens materiais. A comunidade cristã é caracterizada como “pequeno rebanho” - certamente pequena diante da força e enormidade do sistema do Império Romano. Aqui não é tão importante a sua pequenez em termos numéricos, mas em termos da sua importância e força dentro da sociedade - a fraqueza dela é gritante, e devia ter provocado insegurança e medo em muitos dos seus membros.  Por isso as palavras de encorajamento: “Não tenha medo, pequeno rebanho, porque o Pai de vocês tem prazer em dar-lhes o Reino” (v.32)O rebanho não tem muitos bens materiais, mas terá os bens mais importantes - os do Reino.  Está idéia nasce do versículo anterior a este trecho: “Busquem o Reino dele e Deus dará a vocês essas coisas em acréscimo” ( v. 31).  Estes bens virão na medida em que a comunidade vive a partilha, ou seja, se coloque na contramão de uma sociedade de ganância e exploração, repartindo o que tem.  Retomando o tema do último domingo, Jesus adverte: “De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração.” (v.34)

            Este último versículo nos desafia a fazermos uma meditação mais profunda sobre os valores das nossas vidas.  Onde - realmente, e não teoricamente - está o meu tesouro?  Em que eu de fato ponho a minha confiança?  Sobre o que estou baseando a minha vida?  Qual é a minha experiência prática de partilha?  Quais são os verdadeiros tesouros da minha vida?

            Em seguida Lucas nos coloca diante das exigências de vigilância e responsabilidade.  Embora muitas vezes se interprete este trecho sobre a vinda do Senhor em termos do “fim do mundo”, ou referindo-se ao momento da nossa morte, realmente estes versículos têm uma abrangência muito maior.  A ênfase não está no fim, mas na atitude que nós devemos ter sempre em nossa caminhada.  Sempre devemos estar alertos, para não perdermos o momento de Jesus passar em nossas vidas.  Ele chega para nós, não somente na hora da nossa morte, muito menos no fim do mundo, mas todos os dias, nas pessoas, nos acontecimentos da nossa realidade, na comunidade em que vivemos.  Jesus aqui exige uma atitude de busca permanente do Reino, através de uma vida de serviço fraterno.

            Os versículos 41-46, e o fato que a pergunta é feita por Pedro, porta-voz dos líderes da comunidade em Lucas, indicam que a mensagem aqui é dirigida em primeiro lugar aos que têm uma função de dirigente na comunidade.  Os dirigentes cristãos não têm estes ofícios para exercer um poder, para dominar, mas muito pelo contrário, para melhor servir.  Somos alertados para que não deixemos a corrupção do poder tomar conta das nossas vidas.  Como os dirigentes das comunidades têm consciência dos seus deveres, muito mais ainda é a sua responsabilidade: “A quem muito foi dado, muito será  pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido”( v. 48).   Aqui o trecho alarga a sua visão para incluir não somente uma possível corrupção do projeto cristão através do apego aos bens materiais, mas também através do apego ao poder, quando este é usado não como serviço, mas como dominação e projeção pessoal por parte dos dirigentes cristãos.  Talvez não haja corrupção mais sutil do que a do poder, manifestada em carreirismo, autoritarismo e auto-projeção dentro das Igrejas.  Vale a advertência já feita no século XIX pelo historiador católico inglês, Lord Acton:  “Todo o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente!”

            Lucas convida a todos, especialmente aos dirigentes, à vigilância, para que o nosso verdadeiro tesouro seja o serviço fraterno, como concretização do projeto de Jesus, e não a ganância, o  poder, a dominação.

23 de abril de 2010

Dinâmica: O boneco

Dividir os participantes em seis subgrupos. Cada um ficará responsável por uma parte do boneco: cabeça, tronco, braços, mãos, pernas e pés.


Cada grupo desenhará uma parte do corpo e terá duas perguntas para responder. As respostas devem ser registradas nos cartazes juntamente com o desenho. Para que os grupos tenham uma visão geral da dinâmica, é importante que se leiam todas as perguntas antes de iniciar o trabalho.

a) Cabeça: Qual a realidade ambiental que vemos? O que escutamos da sociedade sobre a preservação da biodiversidade?

b) Tronco: O que sentimos sobre a degradação ambiental? O que sentimos sobre o papel do estudante na preservação da biodiversidade?

c) Braços: Até onde podemos alcançar com nossa ação? Com quem (pessoas, entidades etc.) podemos andar de braços dados na preservação da biodiversidade?

d) Mãos: Quais os compromissos que podemos firmar enquanto grupo na preservação da biodiversidade? Quais as ferramentas que temos disponíveis na escola para divulgar nossas idéias?

e) Pernas: Que caminhos queremos tomar no desenvolvimento de ações de preservação da biodiversidade? Qual o suporte (pessoas, materiais, finanças etc.) que temos para desenvolver uma ação?

f) Pés: Que ações podemos realizar envolvendo nossa escola na preservação da biodiversidade? Que resultado desejamos com nossa ação?

Fonte: Extraída da cartilha “Semana do Estudante - Há que se cuidar da vida”, 2007. PJE-PJB.

Católicos: Corações que sangram...

Estamos vivendo uma época de profundas feridas na nossa Igreja Católica. Muito barulho é feito, cartas são escritas, pedidos de perdão realizados, mas nada minimiza a vergonha que estamos sentindo.

È muito fácil para o Santo Papa escrever “cartinhas” aos seus fieis, enquanto somos nós, que estamos na base, que passamos pelos constrangimentos das acusações e perguntas indiscretas. Quem incomoda a paz do Santo Papa? Quem tem acesso aos senhores Bispos? Estão dormem como anjos... não sentem na carne o que nós sentimos.

Estamos numa Igreja surda que não ouve nosso clamor fiel, somos apenas contados como ovelhas que pagam os seus dízimos e vivem sua missão evangelizadora. Quem ouve a nossa voz? Quem nos pergunta sobre os passos da Igreja? Somos nós que enchemos os templos, que evangelizamos, que abrimos mão de nossas vidas para servi a um Deus tão justo e tão presente, e que a Igreja cisma em envergonhar.

Os assuntos polêmicos estão ai, pedofilia, celibato, casamentos de segunda união, homossexualidade... e fica sempre a pergunta, quando seremos ouvidos? Não somos nós que deveríamos gritar contra tamanha barbaridade? Não é a nossa missão de profeta? Mas a Igreja se cala, sabe, porque todos nós sabemos das podridões que acontecem em “nome da fé” e fazem questão de esconder.

Vivemos numa Igreja onde acredita-se que o Espírito Santo fala apenas através dos cargos da fé... e o vento que sopra sobre nós? E as revelações que são feitas a nós?

È claro que encontraremos “fanáticos” que agora estão defendendo a Igreja com unhas e dentes. Hipócritas, são tão marginais como aqueles que não tomam a atitude de tentar estancar este sangramento. Por muito menos, o Cristo pegou o chicote... antes faziam a casa de Deus de comercio, hoje verdadeiros motéis.

O que fica em meu coração é: Se não fosse padres e bispos, será que a Igreja também passaria a mão na cabeça? Se fosse você, será que a igreja teria essa compaixão? E não digo aqui compaixão teórica, mas sim compaixão na pratica, porque de belas teorias a Igreja tá cheia... apenas teoria.

Casais de segunda união são tratados como “bichos”, olhados pela Igreja como “pecadores”, a mesma Igreja, que dentro de suas conveniências diz que tem o poder de anular casamentos (Claramente expresso no direito canônico da Igreja) quando a mesma afirma que “O que Deus uniu o homem não separa” você leigo não... mas a Igreja, sim. A Igreja que no seu “Catecismo” diz que os homossexuais devem ser acolhidos atribui a eles a “origem” da pedofilia. Quantas meninas também são abusadas e por uma cultura machista devem se fechar no silêncio. Afinal de contas, uma garota abusada seria mais “marginalizada” do que um garoto e isso é um fato que não podemos esconder. Alguém avisa ao “senhores da fé” que a pedofilia também acontece entre os pais e as filhas, vizinhos e meninas... mas nesta caso, achamos normal.Para citar um pequeno exemplo, quando vemos um jovem de maior com uma menina menor de idade, sentados no banco de nossas igrejas, vemos ali o “amor de Deus”... natural para você, né? ... porém não se deixa de ser pedofilia. Agora se for uma Mulher com um garoto novo, na situação inversa? Será que achamos tão bonito? Será que aceitamos ou pensamos: “Olá fulana, não tem vergonha, velha deste jeito com um menino?” A Igreja que diz que o “celibato” é a vontade de Deus aos sacerdotes, aceita que alguns deles tenham família como vimos a pouco tempo nos noticiários.

Não abalo minha fé, não deixarei de reconhecer Deus dentro da Igreja Católica, mas não vou me permitir viver o pecado da omissão.

Conto desde já com a compreensão de vocês, sei do perigo de minhas palavras, porque sei que muitos se encherão de ódio contra mim, mas quero registrar meu desabafo.

È hora de encarar a verdade, e lutar pelo pouco de dignidade que nos resta.

26 de janeiro de 2010

Formação: O porquê do sofrimento.

Em síntese: O sofrimento parece a alguns ser um argumento contra o poder ou a bondade de Deus. A mensagem cristã responde que Deus não é – nem pode ser – o autor de algum mal; mas Ele permite que as criaturas, limitadas como são, cometam males físicos e morais; Ele não quer “policiar” o mundo artificialmente, mas se encarrega de tirar dos males produzidos pelas criaturas bens ainda maiores. Isto em vários casos é evidente, pois se verifica que, para muitas pessoas, o sofrimento é uma escola que converte e transfigura. Em outros casos, os frutos positivos do sofrimento não são tão perceptíveis; não obstante, o cristão tem certeza de que a Providência Divina não falha e um dia ele compreenderá plenamente o plano de Deus, do qual atualmente ele só percebe segmentos e facetas.

Mais: a figura do Filho de Deus, que, feito homem, assumiu a dor e a morte a fim de fazê-las passagem para a ressurreição e a glória, é o testemunho mais eloqüente de que o sofrimento não é mera sentença da justiça ou castigo, mas está intimamente associado ao amor que Deus tem para conosco. Aceito em união com Cristo, o sofrimento vem a ser fonte de salvação para o paciente e de expiação dos pecados do mundo.

Um dos temas que mais vêm à tona nos círculos filosóficos e religiosos de nossos dias, é o do sofrimento. Quanto mais se alastra e intensifica a dor dos homens provocada pela fome, o terrorismo, as guerras…, tanto mais indagam a respeito do sentido do sofrimento. Freqüentemente nasce daí a objeção; se Deus existe, como pode permitir tanta desgraça, especialmente quando afeta pessoas inocentes? Se tanto mal acontece, ou Deus não pode ou não quer evitá-lo. No primeiro caso, Ele não é todo-poderoso (então não é Deus); no segundo caso, Ele não ama seus filhos, pois nenhum pai assiste indiferente ao sofrimento dos seus filhos. Em conseqüência de tais raciocínios, parece lógico a muitos negar a existência do próprio Deus.

Eis por que as páginas subseqüentes serão dedicadas ao estudo de tal problema. Pode-se-lhe apresentar solução?… ou ao menos alguma luz que o esclareça? – Aliás, também o último Sínodo Mundial dos Bispos, encerrado em dezembro de 1985, chamou a atenção para a recrudescência do mal em nossos dias (tão marcados pela fome e pela ameaça de catástrofes nucleares) e solicitou especial atenção para a Teologia da Cruz:

“Percebemos que os sinais dos tempos são, em parte, diferentes daqueles dos tempos do Concílio, com problemas e angústias ainda mais graves. Com efeito; assistimos em toda parte ao aumento da fome, da opressão, da injustiça; a guerra domina em vários lugares, com os sofrimentos que ela acarreta, enquanto o terrorismo e a violência, sob mil formas, se manifestam um pouco por toda parte. Isto nos obriga a nova e mais profunda reflexão teológica para interpretar esses sinais à luz do Evangelho…

Parece que nas atuais dificuldades Deus nos quer ensinar mais profundamente o valor, a importância e a centralidade da Cruz de Jesus Cristo” (D, nº. 1 e 2).

Revista: "PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb.
Nº 297 – Ano 1987 – Pág. 61.

6 de agosto de 2009

Que significam os números na Bíblia?

Quando a Bíblia diz que no Paraíso havia 4 rios (Gn 4,10), quer dizer que todo o cosmos era um Paraíso antes do pecado de Adão e Eva. Ou seja, não se trata de um lugar determinado, como pensam alguns que ainda o procuram numa região do Oriente. Trata-se de conhecer o simbolismo dos números, na cultura semita. Leia, porque os casos são muitos: de 1 a 12, e depois, o 40, 70, 153, 550, 603, 666, 1000 e 3128...

As três leituras de um número. Se lêssemos no jornal que um homem tinha morrido aos 38 anos, num incêndio em que ardeu um edifício de 7 andares, ninguém duvidaria do significado destes números.

Exprimem exactamente a idade desse homem e a quantidade exacta de pisos do edifício. Mas, se lêssemos no Evangelho que Jesus curou um homem que estava doente há 38 anos (Jo 5,5), ou que sobraram 7 cestos cheios a seguir à multiplicação dos pães (Mc 8,8), a coisa mudava, Já não estamos tão certos de que se refira aos anos em que o homem esteve doente, ou à quantidade de cestos de pão que realmente foram recolhidos naquele dia.

É que, para nós, o número tem um sentido muito diferente daquele que tinha para os antigos orientais. Enquanto nós o utilizamos normalmente para indicar a quantidade de alguma coisa, para a mentalidade bíblica os números podiam exprimir não uma, mas três realidades bem diferentes: quantidade, simbolismo e mensagem “gemátrico”.

PRIMEIRO SENTIDO: quantidade. A primeira coisa que um número, na Bíblia, pode exprimir, é quantidade. Nisto assemelha-se ao uso que nós lhe damos diariamente. Por exemplo, quando nos diz que o profeta Elias predisse uma seca de 3 anos em Israel (1 Rs 18,1), ou que o rei Josias governou 31 anos em Jerusalém (2 Rs 22,1), ou que Salomão nomeou 12 governadores encarregados de manter o palácio um mês cada um (1 Rs 4,7), ou que Betânia, a aldeia onde Jesus ressuscitou Lázaro, distava 15 estádios (3 km) de Jerusalém (Jo 11,18).

É evidente que nenhum destes números é simbólico nem encerra qualquer mensagem oculta. Referem-se, pura e simplesmente, à quantidade de anos, pessoas ou distância mencionada no texto.

Assim como estes, é possível identificar muitos outros números com os quais a Bíblia oferece informações e dados históricos concretos, e que exprimem apenas quantidade. Não há lugar para a confusão: o número diz o que o autor queria dizer.

SEGUNDO SENTIDO: simbolismo. Mas os números bíblicos têm um segundo sentido: o simbólico. Um número simbólico é aquele que não indica uma quantidade, mas exprime uma ideia, uma mensagem diferente dele, que o supera e o transborda.

Nem sempre é possível saber por que motivo “tal” número significa “tal” coisa. Às vezes desconhece-se a associação entre as duas realidades. Por isso estes números não são “razoáveis”; e nós, ocidentais, prisioneiros da lógica, temos dificuldade em compreendê-los. Mas os semitas usavam-nos com toda a naturalidade, para transmitir ideias, mensagens ou chaves.

Embora a Bíblia nunca explique o que simboliza cada número, os estudiosos conseguiram averiguar alguns dos seus simbolismos puderam esclarecer muitos episódios bíblicos que se tornaram mais compreensíveis.

Os números 1, 2 e 3. O número 1 simboliza Deus, que é único. Por isso indica exclusividade, primado, excelência. Assim acontece quando Jesus responde ao jovem rico: «Porque me interrogas sobre o que é bom? Bom é só um (Mt 19,17). E sobre o matrimónio: «Já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem» (Mt 19,6). Ou quando diz: «Eu e o Pai somos Um» (Jo 10,30). Também quando Paulo exprime: «todos sois um só em Cristo Jesus» (Gl 3,2); «um só Corpo e um só Espírito, (...), um só Senhor, uma só fé, um só baptismo, um só Deus e Pai de todos» (Ef 4,5). Em todos estes casos, o 1 simboliza o âmbito divino.

Pelo contrário, o 2 representa o homem, pois nele há sempre dualidade, divisão interior por culpa do pecado. Isto esclarece alguns enigmas do Evangelho. Por exemplo, segundo Marcos, Jesus curou só um endemoninhado em Gerasa (5,2); mas, segundo Mateus, eram 2 (Mt 8,28). Segundo Marcos, curou apenas um cego cm Jericó, chamado Bartimeu (10,46); mas, segundo Mateus, os cegos eram 2 (20,30). Segundo Marcos, no julgamento contra Jesus apresentaram-se “algumas” falsas testemunhas (14, 57); mas Mateus esclarece que eram duas (26,60). Quem está a dizer a verdade? Ambos; pois, enquanto Marcos nos dá a versão histórica, Mateus usa o número simbólico.

O número 3 exprime totalidade, talvez porque as dimensões do tempo são 3: passado, presente e futuro. Dizer 3 equivale a dizer a totalidade ou sempre. Assim, os 3 filhos de Noé (Gn 6,10) representam a totalidade dos seus descendentes. As 3 vezes que Pedro negou Jesus (Mt 26, 34) simbolizam todas as vezes que Pedro lhe foi infiel. As 3 tentações que Jesus sofreu do diabo representam todas as tentações que Ele teve durante a sua vida. E a Deus, no Antigo Testamento, chama-se o 3 vezes Santo, o que tem a plenitude da santidade (Is 6,3).

Os números 4 e 5. Na Bíblia, o número 4 simboliza o mundo, o cosmos, pois os pontos cardiais são 4. Assim, quando se diz que no Paraíso havia 4 rios (Gn 4,10), significa que todo o cosmos era um Paraíso antes do pecado de Adão e Eva. Ou seja, não se trata de um lugar determinado, como pensam alguns que ainda o procuram nalguma região do Oriente. E quando Ezequiel chama o Espírito dos 4 ventos para que sopre sobre os ossos secos (Ez 37,9), não quer dizer que haja 4 ventos, mas que invoca os ventos de todo o mundo. E quando o Apocalipse conta que o trono de Deus assenta sobre 4 seres (4,6), isto é, que assenta sobre todo o mundo, que a terra inteira é o trono de Deus.

O 5 significa “alguns”, “uns quantos”, uma quantidade indefinida. Assim, diz-se que na multiplicação dos pães Jesus tomou 5 pães (=alguns pães). Que no mercado se vendem 5 passarinhos (=alguns passarinhos) por duas moedas. Que Isabel, mãe de João Baptista, após a sua gravidez se escondeu em sua casa durante 5 meses (=alguns meses). Que a samaritana do poço de Jacob tinha 5 maridos (= vários maridos).

Jesus utiliza frequentemente o 5 nas suas parábolas neste sentido indefinido: as 5 virgens prudentes e as 5 loucas, os 5 talentos, as 5 juntas de bois compradas pelos convidados ao banquete, os 5 irmãos do rico Epulão. E Paulo, falando do dom de línguas, diz: «Prefiro dizer 5 palavras (=algumas poucas) compreensíveis, que 10.000 em línguas» (1 Cor 14,19).

Os números 7, 10 e 12. O número 7 representa a perfeição. É o simbolismo mais conhecido de todos. Por isso Jesus dirá a Pedro que deve perdoar a seu irmão até 7 vezes 7 (Mt 18,21-22). Também pode exprimir a perfeição do mal, ou o mal total, como quando Jesus ensina que, se um espírito imundo sai de um homem pode regressar com outros 7 espíritos piores, ou quando o Evangelho conta que o Senhor expulsou 7 demónios da Madalena.

Pelo seu sentido de perfeição, esta cifra é aplicada frequentemente às coisas de Deus. O Apocalipse é o que mais o utiliza: 54 vezes para descrever simbolicamente as realidades divinas: as 7 Igrejas da Ásia, os 7 espíritos do trono de Deus, as 7 trombetas, os 7 candelabros, os 7 chifres e 7 olhos do Cordeiro, os 7 tronos, as 7 pragas, as 7 taças que se derramam. Muitos enganam-se quando entendem este número como se fosse uma quantidade ou um tempo reais.

A tradição cristã continuou este simbolismo do 7, e por isso fixou em 7 os sacramentos, os dons do Espírito Santo, as virtudes.

Por seu lado, o número 10 tem um valor mnemotécnico; ao serem 10 os dedos das mãos, torna-se fácil recordar esta cifra. Por isso são 10 os mandamentos que, segundo a tradição bíblica, Javé deu a Moisés (poderiam ter sido mais), e 10 as pragas que açoitaram o Egipto. Também por esta razão se enumeram apenas 10 antepassados entre Adão e Noé, e 10 entre Noé e Abraão, mesmo quando sabemos que existiram muitos mais.

Outro número simbólico é o 12. Significa “eleição”. Por isso fala-se das 12 tribos de Israel, quando na verdade o Antigo Testamento menciona mais de 12; mas isto quer-se dizer que eram tribos “eleitas”. Também os profetas menores do Antigo Testamento são agrupados em 12. E o Evangelho menciona 12 apóstolos de Jesus, que são mais de 12 se compararmos os seus nomes; mas são chamados “Os Doze” por serem os eleitos do Senhor. Do mesmo modo, Jesus assegura ter 12 legiões de anjos à sua disposição (Mt 26,53). E o Apocalipse fala de 12 estrelas que coroam a Mulher, 12 portas de Jerusalém, 12 anjos, 12 frutos da árvore da vida.

Outros números com mensagem. O número 40 também tem um simbolismo: representa a “mudança” de um período para outro, os anos de uma geração. Por isso o dilúvio dura 40 dias e 40 noites, pois é a passagem para uma nova humanidade.

Os israelitas estão 40 anos no deserto (até que a geração infiel seja substituída por outra nova). Moisés permanece 40 dias no monte Sinai, e Elias peregrina outros 40 dias até ali; a partir disso, as suas vidas mudarão. O profeta Jonas prediz a destruição de Nínive dentro de 40 dias, a fim de dar tempo aos habitantes para mudarem de vida. Jesus jejuará 40 dias, porque é a passagem da sua vida privada para a sua vida pública.

Deste modo, quando nos encontrarmos com números ou cifras na Bíblia, devemos perguntar-nos: Trata-se de uma quantidade, de um simbolismo, ou um número gemátrico? Isto vai ajudar-nos a desvendar melhor o sentido da Palavra de Deus e, com isso, a mensagem que ela tem para a nossa própria vida.

Por seu lado o número 1.000 significa multidão, grande quantidade. No livro de Daniel diz-se que o rei Baltazar deu uma grande festa com 1.000 convidados (5,1). O Salmo 90 afirma que 1.000 anos, para nós, são como um dia para Deus. Salomão ofereceu 1.000 sacrifícios de animais em Gábaon (1 Rs 3,4), e tinha 1.000 mulheres no seu harém (1 Rs 11,3).

Às vezes, este número pode entrar em combinação com outros. Assim, o Apocalipse diz simbolicamente que no fim do mundo se salvarão 144.000, porque é a combinação de 12 x 12 x 1.000, e significam os eleitos do Antigo Testamento (12), e os eleitos do Novo Testamento (x 12), numa grande quantidade (x 1.000).

Finalmente, ficam mais alguns simbolismos menores. Como quando São Lucas conta que Jesus elegeu 70 discípulos para os enviar «a todos os lugares e sítios por onde Ele havia de ir» (Lc 10,1). Não está a dar-nos um número real, mas simbólico, pois, segundo Génesis 10, o total de povos e nações que existiam no mundo era 70. Lucas, homem de mentalidade universalista, ao dizer que Jesus mandou 70 missionários, quis dizer que os mandou para que o Evangelho chegasse a todas as nações do mundo.

Também São João encerra uma mensagem ao dizer que na pesca milagrosa os apóstolos apanharam 153 peixes (21,11). Porquê tanto interesse em deixar registado este pormenor sem importância? Porque na antiguidade julgava-se, entre os pescadores, que 153 era o número de peixes que existia nos mares. A mensagem era claríssima para os leitores daquele tempo: Jesus veio salvar a gente de todas as nações, raças e povos do mundo.

Verificar em cada caso. Mas nem todos os números bíblicos são simbólicos. Em cada caso demos de perguntar-nos: esta cifra indica quantidade, ou encerra uma mensagem?

Por exemplo, quando se diz que 4 pessoas colocaram um paralítico num catre diante de Jesus, evidentemente o 4 não é simbólico mas real: o catre tinha 4 extremos, e era o modo mais prático de o transpor. E quando lemos que Paulo embarcou na cidade de Filipos e 5 dias depois chegou a Tróade, não devemos pensar num simbolismo do número 5, pois era o tempo que então demorava uma viagem entre aquelas as duas cidades.

TERCEIRO SENTIDO: gematria. O terceiro sentido que um número pode ter na Bíblia é o “gemátrico”. Que significa isto? É uma particularidade das línguas hebraica e grega.

Enquanto, na nossa língua, escrevemos os números com certos sinais (1, 2, 3), e as letras com outros diferentes (a, b, c), em hebraico e grego utilizam-se as mesmas letras do alfabeto para escrever os números. Assim, o 1 é a letra “a”; o 2, a letra “b”; etc. esta forma, se somarmos as letras de qualquer palavra podemos obter sempre uma cifra. O número assim obtido chama-se “gemátrico”.

Esta possibilidade que as línguas bíblicas ofereciam dava lugar a jogos engenhosos e entretenimentos originais, já que em cada cifra podia haver uma palavra escondida. A Bíblia traz vários exemplos destes jogos.

Assim, Génesis 14 conta a invasão da Palestina por quatro poderosos exércitos do Oriente, que levaram como prisioneiro a Lot, sobrinho de Abraão. Quando o patriarca se informa, reúne 318 pessoas, sai em perseguição deles, consegue derrotá-los e resgata Lot. Ora bem, Abraão terá realmente podido, apenas com 318 pessoas, vencer os quatro exércitos mais poderosos da Mesopotâmia? É preciso ser muito ingénuo para acreditar nisso. A menos que este número tenha algum significado. Com efeito, sabemos que Abraão tinha um servo herdeiro de todos os seus bens, chamado Eliézer (Gn 15,2). Ora, se somarmos os números que correspondem às letras hebraicas deste nome, temos: E (=1) + L (=30) + I (= 10) + É (=70) + Z (=7) + R (=200) = 318. Com o qual se teria querido dizer que Abraão saiu a combater com todos os seus herdeiros; e que os seus herdeiros, isto é, a descendência de Abraão, será sempre superior aos seus inimigos.

O que é Gematria?

É uma particularidade das línguas hebraica e grega. Enquanto, na nossa língua, escrevemos os números com certos sinais (1, 2, 3), e as letras com outros diferentes (a, b, c), em hebraico e grego utilizam-se as mesmas letras do alfabeto para escrever os números.

Assim, o 1 é a letra “a”; o 2, a letra “b”; etc. Desta forma, se somarmos as letras de qualquer palavra podemos obter sempre urna cifra. O número assim obtido chama-se “gemátrico’.


O Êxodo e os antepassados de Jesus. No livro dos NÚMEROS há outro exemplo. Conta-se que no êxodo do Egipto saíram 603.550 homens, sem contar as mulheres, os anciãos e as crianças. Se isto fosse certo, deveríamos calcular que saíram uns três milhões de pessoas do Egipto, quantidade desorbitada, provavelmente jamais atingida pela população de Israel em toda a sua História. Mas, se substituirmos as letras da frase «todos os filhos de Israel» (em hebraico: rs kl bny ysr’l) pelos seus correspondentes valores numéricos, dá exactamente 603 550. Com o qual, ao dizer que saíram 603.550, o autor quis afirmar que saíram «todos os filhos de Israel».

Tal como Cristo encarnou num homem de há 2000 anos, também a Bíblia fala como a gente de há 2000 anos. E assim como seria ridículo imaginar Jesus de fato e gravata, viajando em Jerusalém de táxi, e transmitindo os seus sermões pela rádio, também é ridículo interpretar a Bíblia literalmente com as nossas categorias mentais, como faz muita gente. Devemos situar-nos na mentalidade e cultura dos judeus daquela época.

SÃO MATEUS também tem um destes jogos. Na genealogia de Jesus, divide os seus antepassados em três séries de 14 gerações cada, e acrescenta, no final: «O total de gerações são: desde Abraão até David 14 gerações; desde David até ao desterro 14 gerações; desde o desterro até Cristo 14 gerações» (1,17). Ora isso é impossível. Mateus indica apenas três nomes para cobrir os 430 anos de escravidão no Egipto. E só dois ascendentes para encher os três séculos entre Salmon e Jessé (1,5).

É que ele confeccionou estas listas artificialmente de propósito, para que dessem apenas 14 gerações, pois 14 é o número gemátrico do rei David: D (4) + V (6) + D (=4) = 14. E como se esperava que o futuro Messias fosse descendente de David, o evangelista quis dizer que Jesus é o “tríplice David”, e portanto o Messias total, verdadeiro descendente de David.

O mais famoso jogo bíblico de gematria é apresentado pelo Apocalipse, com o número 666 da Besta (Ap 13,18). O próprio livro esclarece que se trata da cifra de um homem. E quem se oculta por trás dela é nada menos que o imperador Nero, pois se transcrevermos “Nero César” em hebraico obtemos: N (=50) + R (=200) + W (=6) + N (=50) + Q (=100) + S (=60) + R (=200) = 666.

E o Verbo fez-se escritura. Nenhum cristão ignora que Jesus, a Palavra de Deus, se fez homem. Menos ainda, que viveu como um homem do seu tempo. Pelo contrário, é normal imaginá-lo vestido com as túnicas do séc. I, alimentando-se com as comidas da sua época, utilizando os meios técnicos e de mobilidade de então.

Mas, por outro lado, a muita gente custa-lhe entender que a Bíblia, que também é Palavra de Deus, tenha encarnado na cultura e língua de então. Pensam que fala como nós, com as nossas expressões e a nossa mentalidade. E não é assim. Tal como Cristo encarnou num homem de há 2000 anos, também a Bíblia fala como a gente de há 2000 anos. E assim como seria ridículo imaginar Jesus de fato e gravata, viajando em Jerusalém de táxi, e transmitindo os seus sermões pela rádio, também é ridículo interpretar a Bíblia literalmente com as nossas categorias mentais, como faz muita gente. Devemos situar-nos na mentalidade e cultura dos judeus daquela época.

Deste modo, quando nos encontrarmos com números ou cifras na Bíblia, devemos perguntar-nos: Trata-se de uma quantidade, de um simbolismo, ou um número gemátrico? Isto vai ajudar-nos a desvendar melhor o sentido da Palavra de Deus e, com isso, a mensagem que ela tem para a nossa própria vida.

Por: Ariel Álvarez Valdés| Tradução: LOPES MORGADO | Revista BÍBLICA n.º 323 | Julho-Agosto 2009| p.435-441| www.difusorabiblica.com

26 de julho de 2009

Comece um vida nova perdoando

Hoje, somos convidados para dar um passo na fé, e isso se refere ao Evangelho de Mateus 18,21–19,1. Quando Pedro pergunta a Jesus quantas vezes era preciso perdoar, o Senhor conta a parábola do patrão que agiu com justiça diante de seu empregado, e este, pedindo-lhe misericórdia, foi perdoado. Contudo, quando o empregado saiu de onde estava o patrão, encontrou um colega que lhe devia um valor mínimo, mas exigiu que este lhe pagasse a dívida. O colega então pediu misericórdia ao outro, pedindo-lhe que lhe perdoasse a dívida. Mas o homem não o perdoou e agiu com justiça. Então, Jesus disse a Pedro: "É assim que meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração o seu irmão" (Mateus 18,35).

É esse o passo de fé que precisamos dar. Existem dois caminhos: o da justiça e o da misericórdia. Mas você não pode ir pelos dois caminhos, não dá para fazer as duas coisas. Se estamos no caminho da justiça, e assim tratamos os outros, não os perdoando, Deus vai usar conosco também da mesma justiça e não da misericórdia. E ai de nós se o Senhor usar de justiça conosco e não de misericórdia!

Meus irmãos, hoje é o dia de darmos o passo do perdão. No entanto, nos assustamos porque isso é difícil. A nossa grande dificuldade é pensar que ao perdoar estamos dando razão ao outro ou que ele não tem mais nenhuma dívida conosco.

Já agora, vá abrindo o seu coração e se dispondo a perdoar. Muitas vezes, enroscamo-nos em coisas pequenas e não perdoamos. E o perdão não dado, causa-nos o ressentimento. Por isso, perdoar é o melhor para nós, é questão de inteligência. Perdoa, meu filho! É preciso dar esse passo; você vai ver como aquilo que estava fazendo você infeliz vai desaparecer e você fará o seu caminho. Muito mais do que falar a respeito de perdão, é preciso pedir ao Senhor e dispor o coração para que, na força de Deus, nós consigamos perdoar. Faça isso concretamente.

"Senhor, dê-me a força de perdoar, diante disso eu perdoo". Diga o nome da pessoa e a situação que feriu você. Durante o dia, você vai se lembrar de outras coisas, porque o Espírito Santo vai agir. A graça de Deus já está operando em você. "Então, Senhor, traga à tona aqueles a quem eu preciso perdoar, porque, pela Sua graça, estou disposto a perdoá-los". Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib