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2 de abril de 2011

João Paulo II


Conpartinho com vocês este artigo escrito por Dom Eugenio de Araujo Sales - Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, sobre nosso amado Papa Joao Paulo  II. Estamos com os n ossos corações em festa, pois a  Igreja realiza mais uma passo para a canonização, desde servo de Deus, reconhecendo, oficialmente uma Santidade que foi vista e sentida por todos nós, que vivemos durante o seu papado.

A propósito da beatificação do Papa João Paulo II a ser realizada no próximo dia 1º de maio, gostaria de recordar este homem de Deus que durante 27 anos esteve à frente da Igreja de Cristo.

Sem armas, sem poder temporal, obediente somente ao mandato do Senhor, “Confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,30), João Paulo II conquistou o amor do mundo.

Dentre os inúmeros acontecimentos que atestaram esta realidade podemos destacar dois. Um foi a intensa e comovente reação em todos os quadrantes da terra ao atentado a 13 de maio de 1981. Sobre este dia escreveu ele no seu Testamento: “(...) no dia do atentado ao Papa durante a audiência geral na Praça de São Pedro, a Divina Providência salvou-me de modo milagroso da morte. Aquele que é o único Senhor da vida e da morte, Ele mesmo me prolongou esta vida, de certo modo concedeu-ma de novo. A partir desse momento ela pertence-lhe ainda mais (...). Peço-lhe que me chame quando Ele mesmo quiser. ‘Na vida e na morte pertencemos ao Senhor... somos do Senhor’" (cf. Rm 14,8). Pessoas de todas as condições sociais, de crenças as mais diversas, sofreram terrível impacto e se uniram na dor, nas lágrimas e na confiança. Outro fato, não menos impactante, mas permeado de uma profunda espiritualidade, foram os momentos que se seguiram desde o final dos seus dias até o seu sepultamento. A 2 de abril de 2005 o mundo chorou a morte do Papa e se regozijou por ter mais um intercessor junto de Deus.

Em pouco tempo, João Paulo II se constituiu em patrimônio da Humanidade. Todos nós fomos feridos nos sentimentos de amor e admiração pela figura invulgar daquele Papa que, para nós brasileiros, o chamava-nos de “João de Deus”. Foi o guardião duma verdade que não é deste mundo, mas que nasce do mistério da Cruz e da Ressurreição de Cristo, sem interesses outros que não os de revelar ao homem sua sublime dignidade. Tornou-se símbolo de Fé para tantos que já não mais sabiam crer. Conseguiu devolver a muitos confiança e imortal esperança.

Quem não se lembra de seus ensinamentos? A dignidade intocável do homem, eis o grande tema básico! Em sua Encíclica “Dives in Misericordia”, de 30 de novembro de 1980, com voz poderosa, parece querer acordar um “gigantesco remorso” na consciência dos povos: “Enquanto uns, abastados e fartos, vivem na abundância, dominados pelo consumismo e pelo prazer, não faltam, na mesma família humana, indivíduos e grupos sociais que passam fome. Não faltam crianças que morrem de fome sob o olhar de suas mães” (VI, 11.4).

João Paulo II compreendeu profundamente os arcanos, os abismos do coração. Descreveu, numa visão genial, as aspirações da época moderna. Diante do mistério da iniquidade, capaz de transformar em rancor, ódio e crueldade a promoção do direito, exclama: “A experiência do passado e do nosso tempo demonstra que a justiça, por si só, não é suficiente” (Idem VI, 12.3). Se o indivíduo não “recorrer a forças mais profundas do espírito, forças que condicionam a própria ordem da justiça”, será ameaçado o fundamento jurídico.
Constituído por Jesus Cristo como Pastor e Mestre, foi, em seu Pontificado, símbolo de misericórdia.

Hoje, com tamanhos sofrimentos que assolam o mundo, tanta dor, morte sem pranto, corações revoltados e que não querem aprender a confiança, repitamos o convite de João Paulo II: “Devemos recorrer a esta mesma misericórdia em nome de Cristo e em união com ele (...). O Pai, aquele que vê o que é secreto, está continuamente à espera, por assim dizer, de que nós, apelando a ele em todas as necessidades, perscrutemos cada vez mais o seu mistério: o mistério do Pai e do seu amor” (“Dives in misericordia”, I, 2.7).

Quando falamos em João Paulo II, naturalmente, vem à lembrança suas viagens ao Brasil. Particularmente, as duas vindas ao Rio de Janeiro. Em 1980 preparamos detalhadamente a primeira visita que teve a participação de uma multidão de fiéis, mas o que assisti em 1997, por ocasião do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, ultrapassou tudo o que já havia presenciado em outras ocasiões. Na verdade, convivi com um homem marcado pelo sofrimento, as angústias da humanidade. Ao mesmo tempo, percebia a leveza de espírito que anunciava a alegria do Evangelho autêntico.

Sem se cansar ele conquistou o afeto do povo brasileiro, que carinhosamente chamava de “João de Deus”. Os homens de cultura receberam suas sábias e exigentes orientações. Os doentes, os mais pobres, os leprosos, não só viram suas lágrimas, mas dele ouviram a palavra da Fé, da fraternidade, da esperança e do amor que já não morre. Os políticos e as crianças, índios, os agricultores, operários e presidiários, os sacerdotes, os religiosos, os bispos, todos acolhemos filialmente suas diretrizes, novo ânimo e segurança.

As vibrações do entusiasmo de nosso povo significavam realmente a imagem simbólica e representativa da admiração e gratidão que o mundo devota ao Papa João Paulo II.

Nosso “João de Deus” fez renascer a confiança e esse estado de espírito jamais será estéril. Seu exemplo, ainda hoje, deve acordar nossas consciências para os ensinamentos de quem recebeu de Cristo a missão de encaminhar os homens para Deus.

1 de abril de 2011

Litúrgia do dia: 01/04/11

São Valério
3ª Semana Quaresma – Cor Roxo

 Hoje é dia de São Hugo, São Valerio e do Bem-aventurado Ludovico Pavoni

São Hugo
 Leituras e Evangelho:

1ª Leitura - Os 14,2-10 - Não chamaremos mais "deuses nossos" a produtos de nossas mãos.

Salmo - Sl 80, 6c-8a. 8bc-9. 10-11ab. 14.17 (R. Cf. 11.9a) - Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

Evangelho - Mc 12,28b-34 - Amarás o Senhor teu Deus. Amarás o teu próximo


 Reflexão do Evangelho


Muitas pessoas acham que para serem salvas, é suficiente cumprir todas as suas obrigações de ordem religiosa como a participação nas celebrações e atos devocionais. O escriba do Evangelho de hoje afirma que amar a Deus e ao próximo é melhor do que as práticas religiosas, no caso os holocaustos e os sacrifícios, e Jesus confirma isso ao afirmar que ele não está longe do reino de Deus. A nossa vida religiosa só tem sentido enquanto é um reflexo do amor vivido concretamente, ou seja, enquanto é manifestação da nossa solidariedade. Caso contrário, a religião se reduz a práticas mágicas, bruxarias, rituais vazios, que nada acrescentam a ninguém e não nos aproxima de Deus.

30 de março de 2011

Litúrgia do dia: 30/03/11

3ª Semana Quaresma – Cor Roxo


Hoje é dia de São João Clímaco

Leituras e Evangelho:

1ª Leitura - Dt 4,1.5-9 - Cumpri e praticai as leis e decretos.

Salmo - Sl 147, 12-13. 15-16. 19-20 (R. 12a) - Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Evangelho - Mt 5,17-19 - Aquele que praticar e ensinar os mandamentos, este será considerado grande.
 
Reflexão do Evangelho

Todos nós estamos de acordo que devemos obedecer a Deus, mas não estamos muito de acordo se perguntarmos por que devemos obedecer a Deus. Isto porque existem duas formas de obediência. A primeira é a obediência de quem reconhece o poder de quem manda e se submete a este poder por causa das vantagens da obediência ou das conseqüências da desobediência. É aquele que diz que manda quem pode e obedece quem tem juízo. A segunda é de quem reconhece os valores que motivam a autoridade e assume esses valores como próprios, vendo na obediência a grande forma de concretização desses valores. Jesus não veio mudar a lei, mas mostrar as suas motivações, os seus valores, a fim de que a sua observância não seja um jugo, mas uma forma de realização pessoal.

A REDEVIDA estreou mais um novo programa: "Acorde"!

A REDEVIDA estreou mais um novo programa, e agora o foco foi a juventude!

Apresentado por Diego Fernandes, o programa Acorde leva muita alegria e louvor para os lares da família brasileira. Cantores, ícones da música católica, recheiam o programa com muita alegria, levando suas mensagens de amor a Deus. Dicas de música, vídeos clipes e apresentações acústicas com piano de cauda e violões são algumas das novidades do novo programa.

O programa apresenta quadros como “Acorde para música”, que traz dicas de técnica vocal, postura, entre outras informações para aqueles que querem conhecer um pouco mais do mundo da música; “Acorde para a vida”, que leva reflexões como o sentido da vida, a coragem de ser você mesmo, fazendo com que o jovem enxergue na vida não só suas limitações, mas sim as possibilidades que a vida traz; e o quadro “Acorde para Deus” que, através de orientações, leva fé, esperança e espiritualidade para o jovem e sua família.

Assista ao programa Acorde semanalmente na REDEVIDA, o Canal da Família, todos os domingos, às 21 horas e reprise nas terças, às 4h15 da manhã.

29 de março de 2011

Litúrgia do dia: 29/03/11

São Segundo de Asti

Oficio Festivo – Cor Roxo
Hoje é dia de São Segundo de Asti e dos Santos Jonas e Barachiso

Leituras e Evangelho:
Dn 3,25.34-43 - De alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos.
Sl 24(25) - Recordai, Senhor, a vossa compaixão!
Mt 18,21-35 - Não te digo perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Santos Jonas e Barachiso

28 de março de 2011

O PRESENTE DE DEUS - Jogral – Campanha da Fraternidade 2011

Emílio Carlos

CRIANÇA 1 – Quem gosta de ganhar presente?
TODOS – Eu!
CRIANÇA1 – Quem gosta de ganhar presente?
TODOS – Eu!
CRIANÇA 1 – O que você faz quando ganha um presente?
TODOS – A gente fica feliz!
CRIANÇA 1 – E o que mais?
TODOS – A gente cuida bem do presente.
CRIANÇA 1 – Muito bem!
TODOS – Muito bem!
CRIANÇA 1 – Deus também nos deu um presente.
CRIANÇA 2 – Eu quero!
CRIANÇA 3 – Eu quero!
CRIANÇA 4 – Eu quero!
CRIANÇA 1 – É um presente muito legal!
TODOS – Porque Deus é legal!
CRIANÇA 1 – Deus nos deu...
CRIANÇA 2 – O que?
CRIANÇA 3 – O que?
CRIANÇA 4 – O que?
CRIANÇA 1 – O planeta Terra!
TODOS – Êba!
CRIANÇA 1 – A natureza!
TODOS – Êba!
CRIANÇA 1 – As árvores, os rios e o mar!
TODOS – Êba!
CRIANÇA 1 – Mas só que tem um porém.
TODOS – O que?
CRIANÇA 1 – É pra gente cuidar direitinho.
TODOS – Como assim?
CRIANÇA 1 – É preciso cuidar bem do planeta.
TODOS – Cuidar bem da água,
da terra, dos bichos e do ar.
CRIANÇA 1 – Cuidar bem do meio ambiente.
TODOS – Muito bem!
CRIANÇA 1 – Quem vai cuidar bem do planeta?
CRIANÇA 2 – Eu!
CRIANÇA 3 – Eu!
CRIANÇA 4 – Eu!
TODOS – (apontam para si mesmos) Nós!
(apontam para as crianças) Vocês!
CRIANÇA 1 – Viva o nosso planeta!
TODOS – Viva!
CRIANÇA 1 – Viva o nosso Deus!
TODOS – Viva!
CRIANÇA 1 – Uma salva de palmas para Deus!
TODOS – (aplaudem) Êêêêêê!!!!
(música).
F i m

Enconto - Formamos um grupo.

Tema: Formamos um grupo

Ambiente:

Formar o grupo em circulo, tendo no centro, a Bíblia, uma vela, uma foto de Jesus, o nome do grupo, e fotos de grupos ou pessoas reunidas. Escolher dois componentes para serem o Leitor 1 e 2 da oração Inicial.

Acolhida:

Desejar as boas vindas a todos os componentes, perguntando sobre a semana. Fazer uma pequena dinâmica de apresentação.

Dinâmica de apresentação:

Pedir para que todos os componentes se abracem formando um circulo, quando todos estiveram abraçados , explicar que um participante falará seu nome alto, para que todos escutem. Quando o participante terminar de falar o seu nome, todos irão repetir juntos falando e realizando os seguintes gestos: Fulano, nós te acolhemos (dando um passo para frente), te damos espaço (dando um passo para trás) e caminhamos juntos (dando um passo para o lado esquerdo). Assim se segue até que todos se apresentem.

Oração Inicial: (clique aqui)

·         Entregar a oração inicial a todos os componentes e solicitar que o leitor 1 inicie a oração.
·         Leitura da Bíblia – Coríntio 12, 12-20.
·         Reflexão livre da palavra.
·         Reflexão da “Partilha da Palavra e Reflexão” do Livro “Projeto Jovem”

Desenvolvimento:

·         Dividir o grupo conforme a dinâmica do “Sorteio”;
·         Em equipe, pedir para que os componentes conversem e preparem uma apresentação que mostre a importância de sermos um grupo com o seguinte tema: “Cristo está em nosso meio”
·         Apresentação das equipes;
·         Outros assuntos:

Oração Final:

Oração espontânea.

Oração Inicial - Formamos um grupo

Leitor 1: Formamos um grupo que tem Jesus Cristo por cabeça. Somos o seu Corpo, com muitos membros diferentes, cada um é de um jeito. Mas o importante é que estamos unidos, porque ele está entre nós.

Animador: Com alegria, vamos invocar a Santíssima Trindade em nosso meio: (Pode-se cantar um canto a Santíssima Trindade ou reza-se: Em nome do Pau, do Filho e do Espírito Santo)

Todos: Amém!

Animador: O Senhor esteja convosco!

Todos: Ele está no meio de nós.

Leitor II: A Saudação Inicial da Missa quer nos colocar em intima união com a Trindade santa e depois, antes da proclamação do Evangelho, no inicio da oração eucarística e na bênção final tomamos consciência de que o Senhor está no meio de nós. Também em nosso grupo, o Senhor se faz presente.

Leitor I: Vamos com alegria, acolher a Palavra de Deus em nosso meio, aclamando com alegria.
(Canta-se um canto de aclamação.)

Eu queria entrar na catequese, mas as matrículas já acabaram...

A catequese se realiza em etapas. Cada etapa corresponde a um momento forte da vida humana. Exemplos:
• iniciação cristã;
• preparação para a Vida Eucarística ou 1ª Comunhão;
• preparação para a Crisma;
• Curso de Noivos etc.
Mas, e as pessoas que não se enquadram nesses grupos? E as pessoas que “perderam o dia da matrícula”? Que responsabilidade a comunidade tem em relação a eles?
Muita gente fica fora da catequese, às vezes por um ano inteiro, porque perdeu o dia da “matrícula”. Parece até um tipo de punição para as pessoas que costumam mesmo deixar as coisas para a última hora. Há quem diga:
— Tá vendo? Se tivesse vindo no prazo certo... Agora, só no ano que vem!
Quando uma visita chega à nossa casa fora de hora, é porque tem um assunto muito importante a tratar. Não lhe dizemos: “Volte outro dia, que agora não é hora!” Acolhemos a visita com o maior carinho e atenção, e até nos sentimos honrados com sua presença. Se ela chega fora de hora, é porque tem uma necessidade urgente, que não dá para adiar.
Por isso, quem busca a catequese fora do tempo programado precisa ser acolhido de forma especial. O Evangelho nos chama a dar atenção especial às pessoas mais necessitadas!
Não são as pessoas que têm a obrigação de procurar a comunidade. É a comunidade que tem a obrigação de acolher as pessoas que chegam. A comunidade precisa aprender a acolher sempre, mesmo fora dos períodos normais de inscrição para a catequese. Deve fazer o que estiver a seu alcance para não fechar as portas a ninguém.
As famílias, por sua vez, precisam se comprometer com a comunidade. Muitas mães, muitos pais podem ajudar na cate-quese das crianças. Muitos adultos podem ajudar na catequese de outros adultos. Todos devem participar, cada um dentro de suas possibilidades, do mutirão catequético.
A comunidade cristã é o sinal da presença de Deus no meio do povo. Ela revela o imenso coração de Deus quando acolhe a todos, atenta às necessidades de todos.
Como acolher catequizandos que chegam “fora de hora”?
Texto extraído do livro "Catequese hoje - novas idéias para evangelizar no terceiro milênio" (Paulus).

Como elaborar um encontro de catequese

O encontro de catequese e sua dinâmica 
Nestes últimos anos tem-se falado em Catequese Renovada e muitos pontos positivos contribuíram para que ela assim fosse chamada. Percebemos que algumas propostas da Catequese Renovada estão muito visíveis: o uso da Palavra de Deus, a importância de ligar a fé com a vida, perceber e respeitar as situações dos catequizandos tais (interesses, jeito de viver, idade, cultura...), a preocupação em fazer uma catequese mais comprometida com a comunidade, envolvimento da família, o uso de uma metodologia mais criativa, dinâmica... O documento Catequese Renovada (26), escrito em 1983, nos faz propostas arrojadas e que ainda estamos por concretizar. Para muitos catequistas, pais, agentes, padres... a catequese é ainda pensada:
• só para crianças;
• voltada para os sacramentos;
• para a celebração dos sacramentos que muitas vezes é uma formatura, portanto, depois disto é um adeus a todos os compromissos de fé e vida;
• os encontros de catequese são pensados como uma “aula escolar”;
• o encontro catequético é desligado da vida (problemas, exclusões, alegrias, lutas, meios de comunicação...).
A nossa preocupação é que se possa superar uma fé que apenas passa por um texto, ou doutrina, e que, com os nossos catequizandos, se possa fazer uma verdadeira experiência de Deus, vivenciada como processo e encarnada no dia-a-dia, na luta por mais justiça e acolhendo a vida como maior dom de Deus.
Diz o documento que a finalidade da catequese é a “maturidade da Fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral” (CR 318). A maturidade da fé não se faz de um dia para o outro. Ela tem início na família, contínua na comunidade e acompanha a pessoa por toda a vida.

O princípio da interação: “Fé-Vida”
Existem muitos métodos, isto é, muitas maneiras para se chegar a alcançar objetivos. A catequese usa o princípio metodológico da interação. Na vida de todo dia usamos interações que produzem efeitos benéficos. Veja, por exemplo, o fermento, a água e o trigo ajuntados, misturados, interados, são capazes de produzir um pão capaz de matar a fome. Na catequese é preciso fazer interagir, isto é, misturar aquilo que é do campo de fé (Bíblia, tradição, liturgia, doutrina, ensinamentos da Igreja...) com tudo aquilo que é do campo da vida (acontecimentos, realidade, situações, aspirações, clamores, fatos alegres e tristes...).
“A interação é relacionamento mútuo e eficaz entre a experiência de vida e a formulação da fé, entre a vivência atual e o dado da Tradição” (CR 113). O conteúdo da catequese não é só doutrina, Bíblia, mas também a nossa vida.
Frei Bernardo dizia: O catequista precisa trazer numa mão o jornal e na outra a Palavra de Deus. Precisamos estar em contato com duas fontes: a Bíblia e a realidade humana. Este método tem por finalidade educar para Ação-Reflexão, assim como fez Jesus, que se preocupou de educar seus discípulos para uma reflexão, partindo da vida (pobres, crianças, doentes, excluídos...).

Como trabalhar um encontro de catequese
Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um procedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “Para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).
Todo encontro parte da VIDA para chegar a mais VIDA com novos compromissos e novas atitudes... O itinerário de um encontro, para muitos, é velho ou muito conhecido. Acontece, que existem muitos catequistas iniciantes e precisam estar seguros de como proceder ao realizar algum encontro.
Vejamos agora, parte por parte da dinâmica metodológica de um encontro: